sábado, 10 de outubro de 2009

Promotor exige controle de primeiro aterro de entulhos

Foto Divulgação

Ripposati vai aguardar cumprimento de ações estipuladas pelo MP para dar continuidade à discussão 

O titular da Promotoria do Meio Ambiente, promotor Carlos Valera, realizou reunião nesta sexta-feira (9) com o objetivo de sanar os problemas do primeiro aterro de restos de materiais de construção de Uberaba, localizado próximo à Pedreira de Lea, que estava se transformando em um lixão. A iniciativa do representante do Ministério Público levou o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB) a suspender audiência pública pedida por ele e aprovada pelo Legislativo para tratar o assunto no dia 15. "O que queremos é que o aterro funcione seguindo as normas ambientais", argumenta.

Ripposati considerou extremamente importante a decisão do promotor de exigir  medidas urgentes e  estabelecer série de ações com prazos específicos e de início imediato, que incluem a melhoria da via de acesso à Pedreira de Lea, bem como a mudança de seu traçado implantando dispositivo para redução de velocidade e sinalização adequada. Valera marcou para o dia 14 de outubro, a apresentação de projeto técnico que venha a eliminar o quadro atual, em que o local recebe todo e qualquer tipo de lixo.

O vereador ressalta que até o dia 10 de novembro, o poder público e demais entidades e parceiros apresentarão projeto preliminar e assumirão o gerenciamento da pedreira, com prazo definido de implementação até o dia 10 de dezembro deste ano. Explica que a prefeitura providenciará infraestrutura  para os servidores que trabalharão no local. "Eles também se comprometeram a estudar minha solicitação de absorver como a mão-de-obra de catadores que ali trabalhavam", frisa.  Observa que o projeto a ser apresentado atende à legislação ambiental, já que o primeiro aterro de entulhos será controlado e gerenciado. Quanto aos ecopontos localizados na área urbana, o tucano conta que os secretários de Infraestrutura e de Planejamento reconhecem o incômodo à população e danos ambientais e se comprometeram a solucionar a questão.

O promotor avalia que o primeiro aterro de restos de material de construção correu o risco de eventual desastre ambiental, mas reduzido, ao contrário do lixão do bairro Espírito Santo, que se arrasta há 12 anos. Além de Ripposati, também foram convocados por Valera, os secretários municipais José Luiz Barbieri (Meio Ambiente) e José Eduardo Rodrigues da Cunha (Infraestrutura); Álvaro Ricardo Azevedo Andrade, da Procuradoria da PMU; a diretora do departamento de Coleta de Resíduos de Uberaba, Angelina Martins Botta; o presidente da APA do Rio Uberaba, José Sidney da Silva; o empresário Wilson Antônio Monte, proprietário da Gigantão Locadora de Máquinas; Adelmo Alves Lucas Ribeiro e Rodolfo Loes Ribeiro sócios-proprietários da Copari; Joaquim Alberto Reis Rezende, do Instituto de Engenharia e Agronomia de Uberaba (IEA-TM) e Nagib Galdino Facuri, do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon).
 

Rose Dutra

Assessoria de Comunicação

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