sexta-feira, 17 de julho de 2009

Reunião conduzida por Ripposati leva PMU a exigir ação da Satipel

Foto Divulgação
Ripposati diz que sua tarefa é fiscalizar e que se os transtornos causados pela indústria não cessarem, voltará a cobrar
 
Mobilização popular entusiasma o vereador João Gilberto Ripposati (PSDB), que conduziu o processo defendendo o diálogo entre a população, autoridades municipais e os representantes da Satipel, para que ela adeque seu funcionamento de maneira a cessarem os transtornos causados a quem mora nas imediações da empresa. Ele foi procurado por moradores com um documento respaldado por grande número de pessoas com a intenção de entrar na Justiça contra a Satipel. Ripposati entendeu a intenção deles, até porque ele próprio convive com a situação, já que reside no bairro Alfredo Freire, mas ponderou com  que seria importante, antes de recorrer à Justiça, manter um diálogo. E assim foi feito.

Sob a condução de Ripposati, o encontro foi realizado na noite desta quinta-feira, no bairro Beija Flor 2, com a presença do juiz Fausto Bawden, do promotor do Meio Ambiente, Carlos Valera, do prefeito Anderson Adauto e o secretário municipal José Luiz Barbieri, além do assessor da Presidência da Satipel, Cesar Augusto dos Reis, e o gerente industrial da empresa, Ormeu André, e de aproximadamente 140 moradores dos bairros que circulam a unidade industrial.

O vereador argumenta que a presença do prefeito fortaleceu o encontro porque cabe ao Executivo tomar as medidas necessárias, como a determinação de que a Satipel terá 20 dias para instalar um anteparo nos ciclones para contornar a emissão de fuligem. "A minha tarefa é fiscalizar", frisa. Durante a reunião pública, o representante do Ministério Público deixou claro que não tem instrumentos para autuar a empresa impedido por laudos comprovando que o desenvolvimento da atividade está correto. No entanto, diante das reiteradas reclamações, ele não concluirá o processo, ou seja, vai aguardar as medidas que a empresa se comprometeu a colocar em prática. Durante seu pronunciamento, o prefeito cumprimentou Ripposati pela postura de ter solicitado a reunião para que houvesse diálogo saudável para a busca de soluções.

Além da emissão de fuligem, os moradores também reclamam do barulho provocado por máquina utilizada pela Satipel para descascar madeira. Segundo os reclamantes, parece uma turbina de avião que atua durante 24 horas e não deixa ninguém dormir.
 
Rose Dutra
Assessoria de Comunicação

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