segunda-feira, 13 de julho de 2009

Cunicultura: Fazu tem criatório de animais e produção de carne saudável

A Fazu, no mesmo nível de universidades federais e estaduais, reconhecida pelo site Coelho e Companhia como centro de criação de coelhos, mantém através do curso de Zootecnia a atividade da cunicultura, que inclui seleção genética, peso ao abate, idade ao abate, entre outras características.

       
A responsável pelo setor, Renata Soares Serafim, afirma que são criadas várias raças com aptidão para corte e pele, entre elas a Minilop, uma raça anã, com característica doméstica. "Essa raça é ideal para crianças que querem ter um animal de estimação", conta. Mas ela informa que a Fazu ainda não disponibiliza o animal para venda, porque não foi feita ainda a reprodução porque não se consegue um reprodutor. Renata explica que está tentando trazer do Rio de Janeiro um animal para esta finalidade.

       
A cunicultura, de acordo com a professora, é uma atividade prática dentro da zootecnia, além de não ser dispendiosa. "O desenvolvimento dos animais é muito rápido, aos quatro meses eles já podem se reproduzir e, de 75 a 90 dias, eles já estão prontos para o abate", comenta.

       
Embora a cunicultura, aos olhos das crianças, tenha um efeito de domesticação, a grande finalidade para criadores é mesmo de produção de carne. A população, na região, não tem o hábito de comer a carne de coelho, mas Renata garante que o valor nutricional é muito bom, com a vantagem do baixo colesterol, sem restrições para crianças e idosos. Além disso, o alimento tem alto teor de proteína (21%), quase se igualando a da carne bovina. Em grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco há mais consumo do produto, que tem gosto parecido com a carne de frango.

       
 Na Fazu, atualmente existem alguns animais disponíveis também para venda. Os filhotes até 50 dias, saem ao preço de R$ 10 e os de idade acima de 50 dias, R$ 30. Segundo ela, o grande diferencial da instituição é a produção mensal de aproximadamente 30 quilos da carne, que também é vendida a R$ 12 o quilo.


A professora informa às pessoas interessadas em criação de coelhos que rendimento da carcaça também é relevante. "O rendimento da carcaça dos animais já atinge 62%, número acima do que a literatura preconiza. Tudo isso em função do manejo, dos experimentos com bem-estar animal e acompanhamento comparado dos grupos", relata
.

 
Monica Cussi
Assessoria de Comunicação
FAZU - Unindo pessoas. Realizando Projetos.


--
farolcomunitario | rede web de informação e cultura